A facilitação de grupos e equipes é como um processo de coaching “coletivo”, que parte de uma escuta apurada do cliente para compreender seu foco – onde se quer chegar – e ajudá-lo a traçar o roteiro – qual é o caminho (processo) para se chegar até lá. A diferença é que, aqui, o foco é coletivo, existe um grupo, ou às vezes, múltiplos grupos que querem – ou precisam – chegar a um objetivo comum, juntos.
Facilitadores existem para ajudar grupos (times, equipes, organizações) a serem mais efetivos. Ao atuar, um facilitador busca desenhar e conduzir um processo de forma a equilibrar a participação dos integrantes do grupo no trabalho coletivo e nos resultados almejados.
Como facilitadora, sou uma pessoa que não integra a organização ou a equipe e, portanto, imparcial, que chega para ajudá-los a acolher conversas difíceis, a organizar as ideias (integrando opiniões múltiplas e diversas), a forma de interação (com mais respeito mútuo) e trazer à tona todo o potencial criativo e de sabedoria que já existe individualmente e no grupo.
Assim, concretizamos muito mais facilmente resultados positivos comuns, uma visão compartilhada alinhada e próximos passos claros no que tange à ação, com mais leveza e menos desgaste dos envolvidos, mesmo em grupos onde a emocionalidade está em alta. Nesse processo, almejamos também fortalecer os laços de confiança entre os participantes e sua capacidade de continuarem a trabalhar juntos.
Em geral, organizações, grupos e equipes me contratam como facilitadora para apoiar e conduzir vários tipos de processos que envolvem o diálogo entre pessoas e a divergência de opiniões e visões: decisões conjuntas, planejamento estratégico, construção de alianças entre diferentes organizações, desenvolvimento de novos conceitos e projetos em equipes, avaliação e registro de lições aprendidas em um programa, construção de consenso em torno de projetos ou políticas públicas, entre outros.
Um processo facilitado começa pelo estabelecimento de um objetivo/agenda/plano de trabalho comum do grupo- o que queremos alcançar juntos?, seguido pelo desenho do melhor processo – uma reunião? várias reuniões? trabalho preparatório online e offline? processos de levantamento de dados acompanhado pelo estabelecimento de grupos de trabalho?
O processo está a serviço do resultado que se almeja, do fortalecimento das relações, e do empoderamento dos envolvidos no exercício de suas responsabilidades e papéis.
Compartilhar ideias de forma participativa permite que os envolvidos sintam-se representados ao reconhecer suas contribuições refletidas nos resultados alcançados. A presença de um(a) facilitador(a) externo permite confrontar ideias que são barreiras ao crescimento do grupo; levantar pressupostos e crenças limitadoras que dificultam o alcance dos propósitos, e, também, perceber dinâmicas disfuncionais no grupo. Tudo isso sem gerar tanta defensividade, já que o(a) facilitador(a) não tem algo em jogo no processo.
Equipes que aprendem a trabalhar juntas sob uma nova dinâmica; reuniões que geram os resultados almejados em menos tempo e com mais clareza; planos estratégicos/projetos/decisões construídos e vistos como legítimos pelos envolvidos, gerando engajamento na sua implementação.